4.2.10
Fiquei emocionada com as tuas palavras ...
Achei bonito editar no meu blog
Obrigada A.N
Aqui vai:
Gostaria de te ter abraçado com força nesse dia 7 de Janeiro.
Desde Dezembro, só hoje estou a abrir este correio...só hoje estou a ler esses teus pensamentos.
É difícil fazer sofrer uma pedra...é difícil que ela se altere por acção do frio ou do calor.....e também não é fácil fazer-lhe uma marca na sua materialidade, no seu elemento corpóreo, no seu corpo, e quanto a tocar na alma da pedra, mais difícil ainda, parece que a alma não faz parte da sua natureza.
Em ti é ao contrário, contigo é ao contrário.
É mais fácil marcar ou ferir a tua alma, o teu espírito, o tal elemento incorpóreo difícil de definir e que em ti é tão vivo, que em ti se nota no brilho dos teus olhos e que está sempre dentro de cada um dos teus pensamentos. Filtra cada uma das tuas aspirações, impõe-se em cada desejo teu, orienta os teus afectos.
Vives num mundo hostil á tua sensibilidade.
És um ser delicado, vives numa frequência de sentimentos e num nível de espiritualidade muito acima do comum. Como já te disse...tens alma de artista.
Imagino como te deves sentir longe, afastada, distante das realidades feias, das realidades imperfeitas, das iniquidades, dos desequilíbrios, das distorções, em que estás obrigada a viver,
(em que estamos obrigados a ser e a estar).
Somos apátridas desta terra sem amor, sem amor verdadeiro e muito menos eterno, um planeta onde não se encontra em nenhum recanto esse amor profundo e tão essencial, que devia ter a força para nos manter acesa a chama da vida, esse amor de que tanto precisas para viver........esse amor que deveria existir sempre, ininterruptamente, sem fases, sem alteridades, sem ausências.
Temos apenas este espaço, este ponto da galáxia, este micro ponto onde somos todos obrigados a tentar procurar uma felicidade que mesmo quando encontrada, será sempre uma cópia, uma imitação da ideia de felicidade que o teu coração constrói, que será sempre uma fotocópia, que será sempre apenas algo parecido com a tal felicidade original, pura, Verdadeira.
Gostaria de não ser entendido como presunçoso...mas acho que capto algumas das tuas vibrações...sinto o que tu sentes. E também eu gostaria da imaterialidade sublime desse Amor...e sem o encontrar, sinto que fiz incomparavelmente menos coisas do que tu. Para além de seres mãe...de te teres reproduzido num novo ser, e dessa forma teres comparticipado no milagre da maternidade, reproduzes-te e crias a partir de ti as tuas obras. És um semi Deus...uma semi Deusa. Possuis capacidade criadora. E parece que neste canto onde nos foi dado viver...parece que nada se cria sem dor. Por isso, tens a criação e tens o desconforto. E se queremos criar alguma coisa, não podemos viver sob o efeito duma epidural toda a vida.
O que tu fazes, já é muito.
Beijos
A.N.
(Foto autor desconhecido)
Achei bonito editar no meu blog
Obrigada A.N
Aqui vai:
Gostaria de te ter abraçado com força nesse dia 7 de Janeiro.
Desde Dezembro, só hoje estou a abrir este correio...só hoje estou a ler esses teus pensamentos.
É difícil fazer sofrer uma pedra...é difícil que ela se altere por acção do frio ou do calor.....e também não é fácil fazer-lhe uma marca na sua materialidade, no seu elemento corpóreo, no seu corpo, e quanto a tocar na alma da pedra, mais difícil ainda, parece que a alma não faz parte da sua natureza.
Em ti é ao contrário, contigo é ao contrário.
É mais fácil marcar ou ferir a tua alma, o teu espírito, o tal elemento incorpóreo difícil de definir e que em ti é tão vivo, que em ti se nota no brilho dos teus olhos e que está sempre dentro de cada um dos teus pensamentos. Filtra cada uma das tuas aspirações, impõe-se em cada desejo teu, orienta os teus afectos.
Vives num mundo hostil á tua sensibilidade.
És um ser delicado, vives numa frequência de sentimentos e num nível de espiritualidade muito acima do comum. Como já te disse...tens alma de artista.
Imagino como te deves sentir longe, afastada, distante das realidades feias, das realidades imperfeitas, das iniquidades, dos desequilíbrios, das distorções, em que estás obrigada a viver,
(em que estamos obrigados a ser e a estar).
Somos apátridas desta terra sem amor, sem amor verdadeiro e muito menos eterno, um planeta onde não se encontra em nenhum recanto esse amor profundo e tão essencial, que devia ter a força para nos manter acesa a chama da vida, esse amor de que tanto precisas para viver........esse amor que deveria existir sempre, ininterruptamente, sem fases, sem alteridades, sem ausências.
Temos apenas este espaço, este ponto da galáxia, este micro ponto onde somos todos obrigados a tentar procurar uma felicidade que mesmo quando encontrada, será sempre uma cópia, uma imitação da ideia de felicidade que o teu coração constrói, que será sempre uma fotocópia, que será sempre apenas algo parecido com a tal felicidade original, pura, Verdadeira.
Gostaria de não ser entendido como presunçoso...mas acho que capto algumas das tuas vibrações...sinto o que tu sentes. E também eu gostaria da imaterialidade sublime desse Amor...e sem o encontrar, sinto que fiz incomparavelmente menos coisas do que tu. Para além de seres mãe...de te teres reproduzido num novo ser, e dessa forma teres comparticipado no milagre da maternidade, reproduzes-te e crias a partir de ti as tuas obras. És um semi Deus...uma semi Deusa. Possuis capacidade criadora. E parece que neste canto onde nos foi dado viver...parece que nada se cria sem dor. Por isso, tens a criação e tens o desconforto. E se queremos criar alguma coisa, não podemos viver sob o efeito duma epidural toda a vida.
O que tu fazes, já é muito.
Beijos
A.N.
(Foto autor desconhecido)
21.1.10

Como eu gostaria de ter ao alcance das minhas mãos…
Algo tão simples como um botão…
Um botão que permitisse controlar a vértice e a obliquidade controversa de nós…
Carregar no botão seria a morte?
Sorte?
Manter-nos vivos implica impedir a explosão das minhas maõs
Contidas nos teus braços…(?)
Nesta inconstância onde os meus dedos se agitam
Numa movimentação abstracta
Fundida no teu sangue
Derramado pelo elo
Que envolve o desejo …
O nó deslizando sobre o cetim
Abrindo na pele
A explosão de um rio
E um botão colhido
Algo tão simples como um botão…
Um botão que permitisse controlar a vértice e a obliquidade controversa de nós…
Carregar no botão seria a morte?
Sorte?
Manter-nos vivos implica impedir a explosão das minhas maõs
Contidas nos teus braços…(?)
Nesta inconstância onde os meus dedos se agitam
Numa movimentação abstracta
Fundida no teu sangue
Derramado pelo elo
Que envolve o desejo …
O nó deslizando sobre o cetim
Abrindo na pele
A explosão de um rio
E um botão colhido
Na miragem de um gesto...
( Foto Autor desconhecido)
6.1.10

Que plantas em mim?
Que fazes das raízes onde colho o teu sémen
Quando nele faço moldes que te ofereço?
Que cultivo resiste nesse vaso
Quando a terra treme e me engasgo?
Que sabor tem o teu corpo
Cal
Branca e inerte
Colada ao muro…
Que fazes das raízes onde colho o teu sémen
Quando nele faço moldes que te ofereço?
Que cultivo resiste nesse vaso
Quando a terra treme e me engasgo?
Que sabor tem o teu corpo
Cal
Branca e inerte
Colada ao muro…
(Foto Autor desconhecido)
10.12.09

Eu nunca proporcionei felicidade àqueles que amei
porque nunca soube o que é ser feliz.
Será, talvez, este adormecimento dos sentidos
que apaziguam em mim as dores ancestrais e ferinas,
que me põe no sono o bálsamo das noites sem temores.
A felicidade é uma deusa esquiva e tumultuosa
que mal se deixa tocar pelos dedos vacilantes
de quem a quer dominada e cativa.
Ela que tudo tem para dar, para partilhar,
outra coisa não faz senão recusar-me o consolo de uma concha de água
nas horas delirantes e ambravecidas da sede.
Nunca mais lhe dedicarei preces nem oferendas,porque o meu tempo não serve para conjugar os verbos em que ela se corporiza e ganha voz.
wenceslau de moraes
(Foto Autor desconhecido)
2.12.09

Escrevo-te
no meio de uma linha de montagem
de pássaros felizes, que das palavras
se perfumam apressados na tua direcção.
Escrevo-te enquanto me penso
distinguido pela tua árvore do sentir
e onde pouso com este canto nas asas.
Serás minha confidente se devolveres
os pássaros anilhados com palavras tuas,
sublinhadas pela mão que olha de frente
e agarra consistente todos os sentires.
Serás minha amante se vieres até mim
montada nos pássaros, pela urgência de ouvir
a tua própria alma, apregoando palavras
a calar o teu silêncio de laços por abrir.
Serás minha confidente
se o teu corpo não se acrescentar ao meu
nas asas do desejo.
Serás minha amante
se fores lava enquanto me beijas rubra
na aventura incerta da nascente.
Serás ambas as coisas
se as cartas tiverem o selo do amor
com o carimbo da paixão
(Poema de Nilson Barcelli) http://nimbypolis.blogspot.com/
Foto autor autor desconhecido



