16 de Março de 2010

Não me prendes 



Não me “prendes”…


Não me agarras quando o vento me leva…

Desconheces o vendaval…

O sabor do orvalho nas ervas…

As partículas das membranas que me atiçam e fazem crescer…



Acendes calor da lenha…

Sintonizas a T.V…

Qualquer coisa serve para afastar a verdade

Nesse conforto estável e conformado

Que não me seduz nem alimenta

(Foto Pedro Mendes)

1 Comentários



Comments:
Não és "prendível"... pois claro...
Gostei do teu poema. É magnífico. Devias escrever mais vezes. És um talento poético adormecido...
Querida amiga Luísa, um bom fim de semana.
Beijos.
 
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